Imaginemos o Alasca como um território inóspito, selvagem, muito, muito frio, e com paisagens magníficas. Conseguimos imaginar o estado de espírito de Roy, um adolescente, ávido de vida, ao ver-se obrigado a ir por um ano (um ano, na adolescência, é uma eternidade…) para uma ilha deserta no Alasca: sem escola, sem amigos, sem nada de estimulante que não as magníficas paisagens e a necessidade de sobreviver a um Inverno escuro, duro e longo:

No Quarto do despejo, a autora Carolina Maria de Jesus apresenta-nos constantemente uma visão dicotômica sobre a cidade e a favela usando uma linguagem crua e directa, razão pela qual a sua obra foi escolhida como livro de destaque do mês de Maio.
O livro  é considerado por muitos como a primeira obra da literatura marginal brasileira; e  Carolina Maria de Jesus, autora, mulher, negra, pobre, mãe solteira, favelada, catadora de lixo, é considerada uma figura central no desenvolvimento da literatura marginal que elege a periferia como lugar de fala. 

Esta é a viagem de Sigbjorn Wilderness e Primrose, de Vancouver para Roterdão, a bordo do N/M Diderot, entre 7 de Novembro e 17 de Dezembro de 1947. A narrativa pára no Farol de Bishop, ao largo da costa da Cornualha, Inglaterra, com o navio destroçado, após uma violenta tempestade.

Unha de Fateixa é um lugar imaginado, mas se existisse deveria situar-se na costa Norte da Terra Nova, entre Trinity Bay e Conception Bay, a Oeste de S. João da Terra Nova. É uma costa agreste, rochosa e batida pelo vento gelado do Pólo Norte, de onde se assiste à passagem lenta de icebergues.

A Tenda dos Milagres ficava na Ladeira do Tabuão, número 60, no limite da Baixa do Sapateiro (bairro imortalizado na canção de Ary Barroso), em São Salvador da Baía. Era uma oficina tipográfica, pertencente a Mestre Lídio Corró, que ali também “riscava milagres”, e era o ponto de encontro da gente do bairro, gente de sangue misturado de Europa e África.