Ler por aí… na Graça, Lisboa

Júlia foi uma mulher da primeira república. Não somos informados de onde nasceu, apenas que foi em Lisboa. Reconhecemos, nascidos no mesmo ano que Júlia (que pertenceu à maioria que foi esquecida), quatro figuras que ficaram lembradas: D. Manuel II, António de Oliveira Salazar, o Cardeal Cerejeira, e Fernando Pessoa. Ao longo da narrativa, vão-nos sendo dadas notas do percurso destas figuras, sempre que o de Júlia neles tropeça.

Ler por aí… em Pemba, Moçambique

Baseando-se em apenas uma referência espacial concreta, pode especular-se que esta história se passa numa aldeia – Vila Cacimba, aldeia imaginária – perto de Pemba (antiga) Porto Amélia, na costa Norte de Moçambique. É em Porto Amélia que o negro Bartolomeu Sozinho afirma, com orgulho, ter ingressado ao serviço da Companhia Colonial de Navegação.

Ler por aí… no Litoral Alentejano

Este livro é como um mosaico de diferentes histórias que não chegam a entrelaçar-se, embora ocupem o mesmo espaço. O espaço de uma pequena aldeia alentejana, com as suas paredes caiadas e as portas e janelas contornadas a azul, o azul Alentejo. Esta aldeia é Mamarrosa, uma aldeia imaginada pela autora, que terá passado umas férias no Alentejo, que a inspiraram para a escrita deste livro. Sendo uma aldeia imaginada, sabemos que se situa junto ao litoral, e por ser azul, podemos imaginar (também nós) que seria semelhante a Santa Susana, uma pequena aldeia, azul, no concelho de Alcácer do Sal.

Ler por aí… nos Açores

Aceitando a sugestão de Rui Cóias, poeta e bloguista (Fundamentos de Passagem), li e fiquei rendida, daí que a proposta deste mês é a Mulher de Porto Pim, de António Tabucchi.

O pequeno livro está recheado de histórias, fragmentos, descrições mais ou menos científicas e até regulamentos. O epicentro de todos eles, o arquipélago dos Açores.

Ler por aí… no Botswana

A agência de detectives de Mma Ramotswe ficava situada nos arredores de Gabarone, a capital do Botswana. Ali era a orla do deserto do Calahari, que se via da janela. Os clientes tomavam ali um chá de rooibos e contavam os seus casos, e ali também ela se entregava à reflexão sobre os mesmos, e a trocas de impressões com a sua secretária Mma Makutsi, sobre os ditos mesmos.