Margarida Branco

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Fundadora e teimosamente dinamizadora do projecto Ler por aí…

Tem três filhos adolescentes. Estudou gestão, trabalhou em logística e em finanças, foi consultora e formadora. Faltava paixão ao seu mundo de rigor e exactidão.  Criou o projecto Ler por aí… em 2006. Estudou Programação Cultural. Criou eventos. Convenceu o Luís Serpa e a Tânia Carvalho da Silva de que o Ler por aí… era também deles. Trabalharam. Criaram. Caminharam, nem sempre em linha recta.

 

Publicações de Margarida Branco:

 

Ler por aí… no al-Andalus: Crónica do Rei Poeta al-Mu’tamid, de Ana Cristina Silva

‘Chegou o decreto do Altíssimo e, com ele, o fim.’ Coube-me a mim fechar-lhe os olhos. Perdurar é privilégio de Alá, mas não consigo evitar as lágrimas enquanto rezo por al-Mu’tamid que foi meu rei e um poeta bem mais auspicioso do que o seu trágico destino. Luto contra esta dor como contra um dilúvio, Ler mais

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Ler por aí… na Escócia e na Lisboa do Terramoto: Lillias Fraser, de Hélia Correia

Esta história começa em 1746, no Norte da Escócia, com a batalha de Culloden, em que escoceses jacobitas foram derrotados pelas forças inglesas do Duque de Cumberland, conhecido na Escócia como “the butcher”, o carniceiro.

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Ler por aí… em Timor: Peregrinação de Enmanuel Jhesus, de Pedro Rosa Mendes

Meia ilha do arquipélago das Pequenas Sondas, que está tatuado na perna direita de Alor: Timor Lorosae, onde nasce o sândalo, “…homde nace o samdollo.”

O mapa que tem tatuado é uma réplica do atlas de Francisco Rodrigues, elaborado entre 1511 e 1515, durante as viagens que fez ao lado de Afonso de Albuquerque em busca das “ilhas das especiarias”, as ilhas Molucas.

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Ler por aí… em Barcelona, Espanha

Recordo-me da estranha humidade durante esse primeiro setembro que passei na cidade. Recordo-me do cheiro a ranço e do ruído constante quando os lojistas subiam e desciam os estores de aço. Recordo-me do som dos carros e das motos a reverberar contra os velhos edifícios de pedra, do som de passos e das vozes que Ler mais

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Ler por aí… em Berlim, na Alemanha

A promessa de regressar a este livro foi feita em Outubro de 2007. Dez anos depois (dez anos?!) visitei Berlim. Aqui estou, hoje, a terminar este texto sobre A Sétima Porta. Depois de o ler. Depois de o Ler por aí… – este livro acompanhou-me antes, durante e depois de Berlim. São 650 páginas de Berlim, de Sophie, de Isaac, de Hansi, de Vera… 

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Ler por aí… na Lisboa do Terramoto

Casanova seduzia, seduzia e seduzia. Mas Giacomo Casanova foi uma figura muito mais ampla e interessante, e é aqui retratada nos seus diversos cambiantes. O livro é composto de seis cartas imaginadas pelo autor, Autónio Mega Ferreira. São seis cartas imaginadas, mas que poderiam (ou não) ter sido escritas por Casanova, pois baseiam-se em factos relatados pelo próprio na sua Histoire de ma vie – apesar de, afirma o próprio Mega Ferreira, não se saber, “(…) sequer se Casanova alguma vez esteve em Lisboa, pelo que pode nem as ter escrito. É esse o princípio da ficção.”

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Ler por aí… na Lusitânia, Portugal Romano

Caro Mário,
Permita-me perguntar-lhe: onde imaginou Tarcisis? A Lusitânia, província do império romano, ocupava o sudoeste da península ibérica. Em Tarcisis, cidade da Lusitânia, estamos seguramente, afastados do Guadiana e do mar: as cinzas de Trifeno “seriam lançadas lá longe, no Anas”; e a certo ponto chega “um carregamento de garum e sardinhas frescas do litoral”. O Mário refere outras cidades da Lusitânia – Emerita (Mérida, a capital da província romana da Lusitânia), Miróbriga (perto de Santiago do Cacém), Ossónoba (Faro), Vipasca (Aljustrel) – que ficam assim excluidas das possibilidades – seriam sempre excluidas, uma vez que Tarcisis é uma cidade ficcionada.

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Ler por aí… no Panamá

Esta é a viagem de Sigbjorn Wilderness e Primrose, de Vancouver para Roterdão, a bordo do N/M Diderot, entre 7 de Novembro e 17 de Dezembro de 1947. A narrativa pára no Farol de Bishop, ao largo da costa da Cornualha, Inglaterra, com o navio destroçado, após uma violenta tempestade.

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Ler por aí… no Huambo, Angola

 “Hosi Mbueti decidiu voltar a Angola uma certa manhã, estava ainda deitado. Havia dez anos que estava refugiado na Zâmbia, pois fugira de Angola durante a guerra civil de 1975. Reuniu toda a sua energia e saltou da cama de solteiro, fazendo gemer as molas. Tinha alugado aquele pequeno quarto à Sra. Banda. Era tão Ler mais

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Ler por aí… em Turim, Itália

O que caracteriza os números primos é serem apenas divisíveis por si próprios e pela unidade. Um número primo não tem divisores, vale por si. Nenhum outro faz parte da sua composição.

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Ler por aí… em Uppsala e Estocolmo, na Suécia

Os animais têm faculdades ainda inexplicáveis pela racionalidade. Os gatos, em particular, são seres misteriosos, que desde os tempos mais antigos estão associados a superstições e rituais sagrados. Este gato percebeu (na falta de melhor palavra) que os donos não podiam embarcar no grande navio Vasa. Não se sabe com que sentido o percebeu. Mas conseguiu salvá-los do naufrágio.

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Ler por aí… em Goa, na Índia

Acompanhamos a família Zarco desde O Último Cabalista de Lisboa – Tiago é bisneto de Berequias. Três gerações mais tarde, a família que saiu de Lisboa para Constantinopla, partiu para Goa.

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Ler por aí… na Graça, Lisboa

Júlia foi uma mulher da primeira república. Não somos informados de onde nasceu, apenas que foi em Lisboa. Reconhecemos, nascidos no mesmo ano que Júlia (que pertenceu à maioria que foi esquecida), quatro figuras que ficaram lembradas: D. Manuel II, António de Oliveira Salazar, o Cardeal Cerejeira, e Fernando Pessoa. Ao longo da narrativa, vão-nos sendo dadas notas do percurso destas figuras, sempre que o de Júlia neles tropeça.

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Ler por aí… em Pemba, Moçambique

Baseando-se em apenas uma referência espacial concreta, pode especular-se que esta história se passa numa aldeia – Vila Cacimba, aldeia imaginária – perto de Pemba (antiga) Porto Amélia, na costa Norte de Moçambique. É em Porto Amélia que o negro Bartolomeu Sozinho afirma, com orgulho, ter ingressado ao serviço da Companhia Colonial de Navegação.

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Ler por aí… em Quioto, Japão

Rakushisha é a Cabana dos Caquis Caídos, a cabana que serviu de morada a Kiorai, discípulo de Basho. Basho foi um poeta de haiku, os poemas de três versos japoneses. No século XVII, Basho procurou a realização espiritual em forma de haiku.

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Ler por aí… numa ilha

Em Ilhas Contadas contamos dez ilhas, em dez contos. Dez contos sim, dez ilhas não. Oito ilhas, uma vez que a Ilha da Madeira, e o Funchal, são cenário de três destas histórias. Helena Marques não nasceu no Funchal, mas ali viveu toda a infância e juventude.

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Ler por aí… em Pitões das Júnias

Cornos da Fonte Fria é um cume nevado na Serra do Gerês, onde se pretende construir o farol – biblioteca. Só por si, esta ideia é estranha e fascinante ao mesmo tempo. Inserida no ambiente húmido e verde dos bosques de carvalhos, torna-se onírica.

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Ler por aí… no Litoral Alentejano

Este livro é como um mosaico de diferentes histórias que não chegam a entrelaçar-se, embora ocupem o mesmo espaço. O espaço de uma pequena aldeia alentejana, com as suas paredes caiadas e as portas e janelas contornadas a azul, o azul Alentejo. Esta aldeia é Mamarrosa, uma aldeia imaginada pela autora, que terá passado umas férias no Alentejo, que a inspiraram para a escrita deste livro. Sendo uma aldeia imaginada, sabemos que se situa junto ao litoral, e por ser azul, podemos imaginar (também nós) que seria semelhante a Santa Susana, uma pequena aldeia, azul, no concelho de Alcácer do Sal.

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Ler por aí… em Lisboa (Alameda e outros lugares)

Duarte Pacheco foi Ministro das Obras Públicas de Salazar e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Projectou o Técnico e a Fonte Luminosa, entre outras obras de vulto na cidade de Lisboa e pelo país fora. Morreu na Cova do Lagarto, na estrada entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

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Ler por aí… nos Açores

Aceitando a sugestão de Rui Cóias, poeta e bloguista (Fundamentos de Passagem), li e fiquei rendida, daí que a proposta deste mês é a Mulher de Porto Pim, de António Tabucchi.

O pequeno livro está recheado de histórias, fragmentos, descrições mais ou menos científicas e até regulamentos. O epicentro de todos eles, o arquipélago dos Açores.

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Ler por aí… no Botswana

A agência de detectives de Mma Ramotswe ficava situada nos arredores de Gabarone, a capital do Botswana. Ali era a orla do deserto do Calahari, que se via da janela. Os clientes tomavam ali um chá de rooibos e contavam os seus casos, e ali também ela se entregava à reflexão sobre os mesmos, e a trocas de impressões com a sua secretária Mma Makutsi, sobre os ditos mesmos.

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Ler por aí… na Sicília, Itália

O Leopardo viveu o Risorgimento italiano, em que os reinos italianos sucumbem a Garibaldi numa república unificada. O Reino das Duas Sicílias não é excepção. O Leopardo é Don Fabrizio Corbera, Príncipe de Salina, e como um leopardo, descreve-se pela sua força, nobreza e sensualidade.

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Ler por aí… na raia beirã

Estamos perto da fronteira, naquela aresta a que sempre achei graça quando, na escola, desenhava o mapa de Portugal. A Sul temos o Tejo, a leste o Erges. A Oeste e a Norte, as serras da Gardunha e da Estrela, no centro Monsanto, a aldeia mais portuguesa, dizem. Fernando Namora viveu aqui.

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Ler por aí… em Berlim, Alemanha

Berlim é um lugar de ambiguidades, não só para judeus. Sendo uma cidade muito atraente, tem também recordações terríveis. Em A Sétima Porta, a heroína procura resgatar a sua cidade, recuperar as suas recordações, apesar de tudo aquilo que nela vê acontecer.

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Ler por aí… nas ilhas da Bretanha, França

Será que existe mesmo a ilha de Le Devin? Ela é tão detalhadamente descrita ao longo do prólogo deste livro que ficamos na dúvida, apesar de não a encontrarmos em nenhum atlas nem em nenhuma enciclopédia.

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Ler por aí… na Terra Nova, Canadá

Unha de Fateixa é um lugar imaginado, mas se existisse deveria situar-se na costa Norte da Terra Nova, entre Trinity Bay e Conception Bay, a Oeste de S. João da Terra Nova. É uma costa agreste, rochosa e batida pelo vento gelado do Pólo Norte, de onde se assiste à passagem lenta de icebergues.

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Ler por aí… onde quiser

O site Ler por aí… faz este mês um ano. E para assinalar esta data, resolvemos dar finalmente alguma liberdade aos nossos leitores, e deixá-los ler o livro sugerido onde quiserem. Isto porque desta vez, sugerimos um livro diferente: é um livro para Ler por aí… em lugares imaginários!

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Ler por aí… no Benim

A casa de Francisco Félix de Sousa situava-se mesmo em frente ao sítio onde eram realizados os leilões de escravos, e que constitui hoje o início da Rota dos Escravos.

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Ler por aí… em Istambul, Turquia

Este é um livro sobre Istambul. Istambul, antiga Bizancio e antiga Constantinopla, metade na Europa, metade na Ásia. Compreende-se que seja difícil a um turco definir-se.

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Ler por aí… no Barroso

O casebre de Leonardo e Ermelinda era em Padornelos, junto a Montalegre. Era também nessa aldeia a casa de Santiago, a primeira casa de emigrante a surgir por ali. Ferreira de Castro consegue fazer-nos sentir que a terra ali é mesmo fria e húmida, sem conforto, que se vive pobremente, longe da civilização e perto da natureza e dos animais – sobretudo junto dos animais. Ainda se podem observar aldeias como esta na região, em que as vacas e os bois se passeiam pelas ruas e as plantam de bosta. Uma chega de bois era ali um raro divertimento a que acudia todo o povo da aldeia e das aldeias vizinhas.

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Ler por aí… no Quénia

O Vale do Rift, a grande falha tectónica que se estende desde a Síria até Moçambique, é o berço da humanidade, a região do planeta a partir de onde os nossos antepassados mais remotos iniciaram a longa caminhada e se espalharam por todo o mundo. Sabendo isto, poder-se-á imaginar que os nativos destas regiões sejam os mais genuínos descendentes daqueles seres antigos.

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Ler por aí… em Dublin, Irlanda

Sendo um livro de contos, em Gente de Dublin não há um lugar chave, uma vez que em cada conto existe esse lugar. Em alguns, não é sequer especificado o lugar exacto em que a história se movimenta. Ler por aí… Gente de Dublin justifica-se, no entanto, pela apreciação dos tipos que Joyce caracterizou, e do próprio ambiente que se vivia na cidade no final do século XIX.

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Ler por aí… em Alfama, Lisboa

O espaço da Judiaria Pequena, em Lisboa, em parte já não existe, devido à destruição provocada pelo terramoto de 1755. Mesmo assim, sendo Alfama um bairro de origem medieval, dos que menos sofreu com o terramoto, algumas das ruas referidas na obra são ainda identificáveis.

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Ler por aí… em São Salvador da Baía, Brasil

A Tenda dos Milagres ficava na Ladeira do Tabuão, número 60, no limite da Baixa do Sapateiro (bairro imortalizado na canção de Ary Barroso), em São Salvador da Baía. Era uma oficina tipográfica, pertencente a Mestre Lídio Corró, que ali também “riscava milagres”, e era o ponto de encontro da gente do bairro, gente de sangue misturado de Europa e África.

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Ler por aí… no Douro

Ema vivia no Romesal, em criança. Com o casamento, mudou-se para Vale Abraão. E frequentemente visitava o Vesúvio. Estes são três lugares fundamentais deste romance de Agustina, todos eles situados na região do Douro, algures entre Lamego e a Régua, na margem Sul do rio. Esta margem é estupendamente retratada logo no início da obra.

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Conheça mais autores do Ler por aí…

 


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